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Não existe idade para gostar de moda

16 junho 2016



Quantas vezes você já ouviu pessoas dizendo que “fulana é muito velha para usar saia curta/decote/brilho/qualquer outra coisa”? Infelizmente isso é super comum e tem muito a ver com a valorização da juventude e esse vínculo que formamos entre ser jovem e ser bonito. As mulheres mais velhas são julgadas se não esconderem o corpo ou fazerem de tudo para parecerem despercebidas.

O propósito das roupas e da moda, af
inal, não é nos proteger do frio, entre outras coisas, e nos fazer sentir melhor com nós mesmas? Então por que uma pessoa que viveu um pouco mais não poderia usar uma animal print ou roupas que valorizem o corpo? O gosto pela moda e por se vestir bem não passa com a idade. Assim como uma mulher de 80 anos pode amar muitas estampas e modelos justos, uma de 20 pode gostar de roupas mais simples ou “recatadas”. É uma questão de escolha.


No mês passado falei aqui no blog sobre o documentário Iris, sobre a colecionadora Iris Apfel, para quem menos nunca é mais e não existem regras para se vestir. O blog Advanced Style é a prova de que o gosto por moda não tem idade: são inúmeros registros de looks incríveis e ousados usados por senhorinhas ao redor do mundo. O blog inclusive rendeu um documentário, também chamado Advanced Style, que está na Netflix.


A expectativa de vida das pessoas só está aumentando, ou seja, em breve teremos muito mais pessoas idosas vivendo, trabalhando e consumindo. Poucas marcas enxergam esse público, colocando em suas campanhas apenas mulheres naquele padrão “magra, branca, no máximo 30 anos”. Uma das raras exceções foi a Tom Ford, que no início de 2016 lançou a campanha de suas joias com fotos mega sensuais de um casal mais velho. “Estou cansado do culto à juventude, a rejeição cultural da velhice, a estigmatização das rugas, cabelos grisalhos, de corpos sulcados pelos anos”, disse o designer na época. A American Apparel também fez uma campanha de lingerie em 2014 estrelando uma modelo de 62 anos.


É claro que o caso contrário, quando crianças decidem se vestir como adultas, com muita maquiagem e roupas não muito infantis, é outra discussão. A adultização das crianças é realmente um problema e salto alto, por exemplo, não só estimula que a infância fique mais curta como pode prejudicar a saúde das meninas. 


Quando estamos falando de mulheres adultas, que sabem o que estão fazendo e tem toda a capacidade de escolha, cada uma pode e deve vestir o que quiser, não importa a idade. Relacionar certas peças ou estampas com faixas etárias não faz qualquer sentido e impede que outras pessoas usem o que as faz feliz. Está na hora de aprendermos a respeitar o guarda roupas alheio e abrirmos a mente para não deixar idade nem gênero limitar o que queremos usar.

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