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Filme: O Filho Eterno

23 novembro 2016


Estou meio monotemática com os filmes, né? Me perdoem que logo o blog volta à programação normal e eu trago muito conteúdo sobre moda e beleza por aqui. Por enquanto, só os filmes têm tirado minha cabeça do semestre da faculdade que está encerrando! Na semana passada, fui na cabine de imprensa do filme O Filho Eterno, protagonizado por Marcos Veras e Débora Falabella. O filme vai estrear no dia 1º de dezembro de 2016. Como eu tinha lido o livro dessa história, de Cristóvão Tezza, na época que fiz vestibular (há 4 anos), me interessei em ver o filme.

A história é sobre um casal, Roberto e Cláudia, feliz no casamento, que descobre que está esperando um filho. Até aí tudo bem, mas quando a criança nasce os pais descobrem que o menino tem Síndrome de Down. O filme se passa na década de 1980, então havia pouca informação sobre a síndrome, ainda chamada de mongolismo. A notícia choca os pais a princípio, mas logo se percebe uma grande diferença entre o comportamento dos dois. A mãe ama o filho e o trata da melhor maneira possível, acompanhando o seu desenvolvimento e sendo sempre paciente. Já Roberto, frustrado, faz de tudo para que seu filho aja como uma criança "normal", submetendo ele a exercícios, tratamentos alternativos e mais.


O pai é escritor e a mãe jornalista, logo ele passa mais tempo trabalhando em casa. A convivência com o filho e com as próprias frustrações acaba ficando insuportável e ele, motivado pela falta de dinheiro, arranja um emprego em outra cidade, voltando para casa apenas aos finais de semana. É aí que ele se desliga completamente da família, arranja uma amante e deixa Cláudia sozinha com os cuidados com o filho.

Não vou contar o final do filme, mas o personagem de Marcos Veras passa por uma profunda transformação, que ensina muito sobre paternidade (e maternidade) para quem assiste. O amor ao filho não nasce junto com ele, mas é algo construído com a convivência e o carinho que pais e filhos sentem um pelo outro. Roberto, frustrado por não sentir um amor avassalador ao ver o filho nos primeiros dias, logo vai desistindo da relação e de seu papel de pai. A história faz refletir sobre a síndrome de down, os preconceitos que todos temos em relação ao distúrbio genético, sobre a afetividade dessas crianças e, sobretudo, o que significa de fato ter um filho.

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